Modelos de roteiros para cases

O Designer Instrucional atua em várias etapas de um projeto. Na etapa de execução, uma das tarefas do DI é construir roteiros que viabilizam estratégias de apresentação de conteúdo. Para quem está começando a atuar na área e precisa de referências, aproveito para compartilhar dois modelos de roteiro para produção de aulas/objetos/casos situacionais. Se você é professor(a), também pode usar os roteiros para desenvolver casos situacionais que ilustrem o conteúdo de sua aula.

Ao abrir os arquivos, você perceberá que cada modelo apresenta alguns trechos de determinado conteúdo que sugerem o desenvolvimento de um caso situacional. A intenção não é apresentar casos completos, mas sugerir uma estratégia para a construção de roteiros. Por isso, foque sua atenção às ideias e não à história em si (até porque elas não fazem muito sentido, apenas dão uma direção).

O primeiro modelo é mais “tradicional”, é inspirado nos formatos de roteiro produzido para cinema ou propagandas e apresenta 3 campos principais: descrição do contexto, texto (balão de fala ou narração) e uma sugestão de imagem para apoio/referência.

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Clique aqui para download do modelo_roteiro1

O segundo modelo apresenta os elementos do primeiro, mas abrange detalhes de navegação e outras questões importantes quando se trata de roteiros para produção de mídias em flash, por exemplo.

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Clique aqui para download do modelo_roteiro2

Os modelos de roteiro disponíveis neste post foram desenvolvidos a partir das necessidades do dia-a-dia e também servem como base para a produção de novos roteiros. Aprimoramentos ou adaptações são necessárias de acordo com o objetivo instrucional que é definido para cada conteúdo.

Se você desenvolver outros modelos e quiser compartilhá-los, envie-me por e-mail e disponibilizarei aqui no blog para download.

Espero que os modelos sejam úteis!

Abraços,

Grayce

Resumo – Currículo, avaliação e aprendizagem no contexto da EaD

Faz tempinho que não atualizo aqui! Mas vamos lá… Vou colar abaixo o resumo do Trabalho de Conclusão que fiz para minha especialização em EaD e, assim que der, disponibilizo o trabalho na íntegra. A ideia é trazer as discussões de currículo para o campo da EaD.

Título: Currículo, avaliação e aprendizagem no contexto da EaD

Resumo

Impulsionada pelo contexto da cibercultura vivenciado hoje, a Educação a Distância tem colocado em prática formas de ensinar-aprender que divergem do paradigma da educação formal tradicional. Experiências em EaD tem demonstrado a prática de um currículo que ultrapassa os limites da formatação ideológico-filosófica imposta pelo currículo dito tradicional. O contexto histórico-cultural contemporâneo impõe a urgência da pesquisa educacional com objetivo de desvelar as relações dialógicas estabelecidas nesse novo espaço de comunicação – que é a rede mundial de computadores – e as relações/influências com o aprendizado formal. O presente estudo fundamenta-se na metodologia da Pesquisa Bibliográfica e tem como objetivo central Investigar e produzir reflexões sobre o imbricamento entre currículo em EaD, aprendizagem e avaliação. Com base em autores como Silva (2007, 2008), Luckesi (2002), Santella (2004), Freire (1996) e Warschauer (1993) visam-se levantar reflexões acerca das transformações que permeiam o currículo em meio à cibercultura. O texto inicia apresentando a história das Teorias de Currículo e as influências na formação do currículo escolar. Também dá enfoque ao modelo comunicacional do currículo tradicional e relaciona as transformações comunicacionais do contexto contemporâneo à composição de novos paradigmas educacionais. Em seguida aprofunda as questões curriculares da própria EaD para, então, ressaltar os aspectos centrais do currículo nesta modalidade educacional. O último capítulo destina-se a observar a avaliação como elemento central no currículo em EaD, alinhando esta aos momentos de aprendizagem. Destaca a escrita como principal processo de comunicação e sua função de desenvolver o pensamento e possibilitar o registro e, especialmente por estes aspectos, atuar como articuladora entre aprendizagem e avaliação.

PALAVRAS-CHAVE: Educação a Distância; currículo; aprendizagem; avaliação.

obs.: se alguém tiver interesse no conteúdo do trabalho, por favor, encaminhe um e-mail para contato@graycelemos.com.br

Abraços!

As redes sociais auxiliam a organizar o caos

Quando escrevi o post anterior tinha em mente a magnitute da relação com a própria internet que, através do Twitter, me possibilitou encontrar um texto que jamais teria acesso de outra forma. Hoje, lendo um texto para a escrita do TCC da pós, me dei conta… Lèvy, no seu livro “Cibercultura” (p. 160) diz “Longe de ser uma massa amorfa, a Web articula uma multiplicidade aberta de pontos de vista, mas essa articulação é feita transversalmente, em rizoma, sem o ponto de vista de Deus, sem uma unificação sobrejacente. Que este estado de coisas engendre confusão, todos concordam. Novos instrumentos de indexação e pesquisa devem ser inventados (…)”.

O google, ícone dos sistemas de busca atual, que organiza os dados para que possamos encontrar aquilo que nos interessa, não dá conta sozinho da vastidão da internet, algumas vezes simplesmente não encontramos, como fazer? Aí percebi… percebi que a prof Teresa, em Portugal, quando precisou de um texto pediu ajuda a seus followers, caso alguém tivesse alguma notícia, foi quando eu aqui no sul do Brasil pude me “aproveitar” do achado dela. Não são sistemas de busca que tem “organizado melhor” as informações do ciberespaço, mas as próprias pessoas. As comunidades virtuais e os sites de relacionameto social possibilitam a congregação de pessoas e a organização de assuntos segundos os interesses de cada um! Quando se quer alguma notícia sobre um determinado produto o melhor é perguntar para quem usou ao invés de se basear na propaganda, para isso há fóruns que discutem os assuntos, são pessoas que fazem indicações através de ambientes que as reúnem e compartilham os mesmos interesses. Se preciso de um texto sobre determinado assunto e eu não encontro, é provável que alguém saiba onde posso achar, então o que faço é perguntar!

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Isso me faz reafirmar a ideia de que estamos começando a aprender a nos movimentar nesse espaço, no ciberespaço. Ou melhor, estamos amadurecendo a forma como nos relacionamos com as pessoas e com as informações disponíveis dentro da liberdade e plasticidade deste espaço. Estamos fazendo melhor uso e usos novos, trocando, compartilhando, sugerindo, produzindo…

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Experiências na Educação a Distância

Quando escolhi fazer especialização em Educação a Distância estava certa de que nada seria mais coerente do que fazê-la a distância. A relação entre teoria e prática, nesse caso, não se justifica mais! A experiência enquanto discente da EaD me faria perceber dois lados ao mesmo tempo. A apreensão da teoria aliada à prática enquanto aluna, me faria sentir o funcionamento e os possíveis conflitos. Tive e tenho gratas surpresas. Tanto no quesito seriedade quanto experiência de vida, de ensino, de aprendizagem. Transformei qualquer pré-conceito em relação à modalidade. O único fator que ainda me inquieta é a falta do contato físico, pessoal. Essa frieza que “falam” da EaD…

Não sei se porque essa é minha primeira experiência em EaD – sempre me escolarizei através do presencial – mas o fato é que sinto falta da presença. Não há o olhos nos olhos, não há o tom da voz, não há outra percepção senão o que nos orienta ao ler um comentário no espaço virtual. Esse “o que nos orienta” é nossa subjetividade. E ela depende da nossa história, dos costumes, da cultura de onde viemos e vivemos, da forma como nos relacionamos… É fácil ser mal interpretado ou interpretar mal algum comentário. Há a necessidade de se criar intimidade com esse espaço, aprender a “ler” a reação das pessoas através da escrita. Estamos mais acostumados e interpretar a expressão corporal, facial, a entonação da voz. É diferente quando conhecemos alguém e nos falamos por bate-papos, na EaD há pessoas de diferentes lugares, de diferentes culturas, com diferentes formas de ver o mundo e, essencialmente, desconhecidas. A vivência do contato é através da escrita. O processo de inferência das mensagens é mais complicado.

Conectada a essa ideia, me passou pela mente aquelas indicações da netiqueta. Ainda estamos aprendendo a nos portar no espaço virtual, a nos movimentar e a aprender. Carecia uma pesquisa a respeito, mas as transformações tecnológicas e culturais  hoje, são muitas: o grande potencial de compartilhamento, trocas, criações conjuntas, mas também as relações humanas por meio da internet estão se estabelecendo de forma diversa da presencial. Explicando melhor, carregamos nossa “bagagem” (subjetividade), mas o meio (telemática) influencia nossas formas de expressão e comunicação pessoal, transformando também nossas formas de agir. A relação muda, ao mesmo tempo sentimos diminuir a timidez e nos manifestamos com mais tranquilidade, porque nosso interlocutor, a princípio é uma tela (como nos vídeos caseiros do you tube, vi uma palestra sobre em algum lugar, as pessoas se sentem impelidas a falar delas de maneira mais “solta” pois se olha para a câmera e a tela, não há o olhar do outro). Assim, não temos a censura do olhar do outro, não vemos as emoções do outro, nos sentimos mais soltos… É bom e também ruim, tenho a sensação de que tudo pode ser dito e expressado, as palavras parecem que possuem um filtro… a tela, os cabos, a “frieza” da não manifestação das emoções do outro físico, real. Isso, acaba significando para o emissor que o outro não sentirá como se tivessem sido ditas diretamente, mas o outro, na recepção da mensagem, do outro lado da tela, dos cabos, receberá as palavras e as emoções por elas transmitidas… Muitas vezes pode parecer que há uma “liberdade” ao utilizar a internet como meio aparentemente impessoal para dar margem a comportamentos e/ou comentários que pessoalmente não fariam. Esses embates nas formas de agir se mostram evidentes dentro de um espaço virtual de aprendizagem, em que se concentram diferentes mentes trabalhando em conjunto.

O fato é que muito se tem a refletir e observar nessa nova forma de nos movimentarmos no mundo, sem território definido, nos projetando para dentro da tela, da rede, do espaço e nos comunicando de novas formas, até há pouco nem imaginadas.

CERTEZA

De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando…
A certeza de que precisamos continuar…
A certeza de que seremos interrompidos antes de continuar…
Portanto, devemos…
Fazer da interrupção, um caminho novo…
Da queda, um passo de dança…
Do medo, uma escada…
Do sonho, uma ponte…
Da procura, um encontro…
E assim terá valido a pena existir.

(Fernando Sabino)