Modelo de Projeto Instrucional
Há alguns dias precisei construir um novo modelo de Projeto Instrucional e fui em busca de referências na internet. Não encontrei nenhum modelo que eu pudesse utilizar como base para desenvolver o que eu precisava. Parti do que conheci em minha experiência como estudante e profissional e construí um modelo que pretendo aprimorar com o tempo.
Compartilho aqui no blog com o intuito em auxiliar aquelas pessoas que precisam de referências para dar início à construção de seu Projeto Instrucional.
Utilize e adapte como achar melhor! Lembrando que um documento muito extenso pode ficar pouco objetivo, então se atenha às informações que realmente são importantes.
Qualquer sugestão, deixe seu recado!
Modelos de roteiros para cases
O Designer Instrucional atua em várias etapas de um projeto. Na etapa de execução, uma das tarefas do DI é construir roteiros que viabilizam estratégias de apresentação de conteúdo. Para quem está começando a atuar na área e precisa de referências, aproveito para compartilhar dois modelos de roteiro para produção de aulas/objetos/casos situacionais. Se você é professor(a), também pode usar os roteiros para desenvolver casos situacionais que ilustrem o conteúdo de sua aula.
Ao abrir os arquivos, você perceberá que cada modelo apresenta alguns trechos de determinado conteúdo que sugerem o desenvolvimento de um caso situacional. A intenção não é apresentar casos completos, mas sugerir uma estratégia para a construção de roteiros. Por isso, foque sua atenção às ideias e não à história em si (até porque elas não fazem muito sentido, apenas dão uma direção).
O primeiro modelo é mais “tradicional”, é inspirado nos formatos de roteiro produzido para cinema ou propagandas e apresenta 3 campos principais: descrição do contexto, texto (balão de fala ou narração) e uma sugestão de imagem para apoio/referência.

Clique aqui para download do modelo_roteiro1
O segundo modelo apresenta os elementos do primeiro, mas abrange detalhes de navegação e outras questões importantes quando se trata de roteiros para produção de mídias em flash, por exemplo.

Clique aqui para download do modelo_roteiro2
Os modelos de roteiro disponíveis neste post foram desenvolvidos a partir das necessidades do dia-a-dia e também servem como base para a produção de novos roteiros. Aprimoramentos ou adaptações são necessárias de acordo com o objetivo instrucional que é definido para cada conteúdo.
Se você desenvolver outros modelos e quiser compartilhá-los, envie-me por e-mail e disponibilizarei aqui no blog para download.
Espero que os modelos sejam úteis!
Abraços,
Grayce
Dicas para iniciantes em Design Instrucional
Compartilho, hoje, um pouco do que aprendi até agora sobre Design Instrucional. Para quem está começando na área e sente-se um pouco perdido, aqui vão algumas dicas que podem ser úteis.
Se você conhece um pouco das atribuições de um Designer Instrucional (DI), sabe que sua função principal não é construir PowerPoint. Entretanto, conhecer ferramentas de autoria – como o PowerPoint e outros – e saber utilizá-las fazem parte da rotina de um DI. Por hora, vou chamar o resultado de um trabalho em um programa de autoria de objeto instrucional. Sugiro que, se você não tem intimidade com a área de Design Gráfico e programas de autoria, que comece a se interessar por ela. O planejamento sobre como transformar um conteúdo bruto em algo fácil de compreender deve incluir a disposição visual dos elementos. Portanto, um DI não se exime de conhecer, ao menos, alguns aspectos gráficos e visuais.
Vou listar alguns princípios básicos retirados do livro “Design para quem não é designer”, de Robin Williams. Essa, aliás, é uma boa sugestão de leitura para quem está iniciando como profissional de DI e não tem intimidade alguma com a área de design gráfico.
Os princípios básicos para um planejamento visual são:
Contraste
Você utilizará o contraste para dar destaque a um trecho ou termo importante no seu texto ou objeto instrucional. Fique atento apenas para não dar contraste a muitos elementos, porque o objetivo do destaque irá se perder e o texto ficará poluído.
Repetição
Alguns elementos devem se repetir ao longo do objeto instrucional. Eles irão integrar o material, fazendo com que tudo tenha harmonia e faça parte de um contexto. Por exemplo, criar títulos do mesmo tamanho e fonte, alocados em lugares específicos dará um direcionamento ao leitor.
Alinhamento
Os elementos de uma tela/slide devem estar alinhados, ou seja, os elementos devem estar conectados por uma linha invisível e não espalhados pela tela. Esse princípio é essencial para dar organicidade ao material e deixar a aparência mais limpa.
Proximidade
Esse princípio fala sobre o agrupamento de elementos que possuem alguma relação. É importante perceber que, sem observar esse princípio, você pode criar telas/slides que não façam sentido para o interlocutor. Evidenciar as informações para tornar o conteúdo claro para o público de seu objeto instrucional faz parte do trabalho do DI.
Elaborei alguns exemplos de telas/slides para dar clareza aos conceitos apresentados. O conteúdo textual foi retirado de um artigo sobre Design Instrucional, da autora Andrea Filatro, e pode ser lido na íntegra aqui.
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Essa tela mostra um exemplo claro da falta de planejamento visual. É apenas texto centralizado com apoio de imagem. No próximo exemplo você observará uma tela após a contribuição de um DI.
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Veja que as caixas de texto e imagem estão alinhadas e os assuntos agrupados para dar organização e destaque. O texto foi trabalhado para torná-lo mais dialogado. Esses princípios facilitam para que o interlocutor compreenda o conteúdo da mensagem. Alguns objetos, como a barra superior que destaca o título, é um elemento que será repetido para todas as demais telas que você produzir. Esse princípio dá unicidade ao objeto. Esse é um exemplo que pode facilmente ser criado por um DI. O próximo exemplo representa o trabalho de um DI trabalhando em conjunto com um Designer Gráfico (DG).
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Quando há a interação entre DI e DG as possibilidades de representação de um conteúdo são mais amplas. Elementos gráficos são explorados com mais propriedade e o trabalho pode ficar mais rico, como no exemplo apresentado. Nesse caso, o DG que trabalhou na criação dessa tela se inspirou na tela anterior para produzir uma linguagem visual coerente e agradável para o interlocutor.
Visite o blog e portfólio de Franco Andrade – o DG responsável pela criação da última tela – para conhecer outros trabalhos produzidos por alguém da área gráfica. As possibilidades de criação/produção de trabalhos em conjunto são vastas quando bem articuladas.
Espero que sirva de inspiração e auxilie outros que, como eu, encontram poucas referências para quem está começando!
Abraços
Edital para Transferência, Retorno e Reingresso da UDESC
Olá!
Sim, o Blog está vivo! 
Volto para compartilhar com os interessados a notícia sobre a Udesc, que abriu edital para quem deseja transferência, retorno e reingresso. Fiquem atentos porque as inscrições já iniciaram e irão até o dia 19 de outubro.
O curso de Pedagogia, por exemplo, abriu 61 vagas distribuídas no núcleo básico e nas habilitações. Para Administração – vespertino há 54 vagas. História oferece 92 vagas para os interessados.
O edital pode ser acessado aqui.
Segundo notícia publicada no site da UDESC, os candidatos interessados devem realizar uma prova para testar os conhecimentos de cada área, sendo necessária a nota mínima de 5,0 pontos. A prova ocorrerá no dia 19 de novembro e o resultado divulgado no dia 3 de dezembro.
Para os não interessados, divulguem para os conhecidos.
O próximo post será sobre liguagem visual para quem está iniciando como Desenhista Instrucional ou mexe com programas de autoria para fins educacionais.
Abraços!


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