Faz tempinho que não atualizo aqui! Mas vamos lá… Vou colar abaixo o resumo do Trabalho de Conclusão que fiz para minha especialização em EaD e, assim que der, disponibilizo o trabalho na íntegra. A ideia é trazer as discussões de currículo para o campo da EaD.
Título: Currículo, avaliação e aprendizagem no contexto da EaD
Resumo
Impulsionada pelo contexto da cibercultura vivenciado hoje, a Educação a Distância tem colocado em prática formas de ensinar-aprender que divergem do paradigma da educação formal tradicional. Experiências em EaD tem demonstrado a prática de um currículo que ultrapassa os limites da formatação ideológico-filosófica imposta pelo currículo dito tradicional. O contexto histórico-cultural contemporâneo impõe a urgência da pesquisa educacional com objetivo de desvelar as relações dialógicas estabelecidas nesse novo espaço de comunicação – que é a rede mundial de computadores – e as relações/influências com o aprendizado formal. O presente estudo fundamenta-se na metodologia da Pesquisa Bibliográfica e tem como objetivo central Investigar e produzir reflexões sobre o imbricamento entre currículo em EaD, aprendizagem e avaliação. Com base em autores como Silva (2007, 2008), Luckesi (2002), Santella (2004), Freire (1996) e Warschauer (1993) visam-se levantar reflexões acerca das transformações que permeiam o currículo em meio à cibercultura. O texto inicia apresentando a história das Teorias de Currículo e as influências na formação do currículo escolar. Também dá enfoque ao modelo comunicacional do currículo tradicional e relaciona as transformações comunicacionais do contexto contemporâneo à composição de novos paradigmas educacionais. Em seguida aprofunda as questões curriculares da própria EaD para, então, ressaltar os aspectos centrais do currículo nesta modalidade educacional. O último capítulo destina-se a observar a avaliação como elemento central no currículo em EaD, alinhando esta aos momentos de aprendizagem. Destaca a escrita como principal processo de comunicação e sua função de desenvolver o pensamento e possibilitar o registro e, especialmente por estes aspectos, atuar como articuladora entre aprendizagem e avaliação.
PALAVRAS-CHAVE: Educação a Distância; currículo; aprendizagem; avaliação.
obs.: se alguém tiver interesse no conteúdo do trabalho, por favor, encaminhe um e-mail para contato@graycelemos.com.br
Abraços!
Espera-se, para o futuro próximo, que as tecnologias digitais se torne cada vez mais integrada à educação formal. A Educação a Distância no Brasil tem crescido nos últimos anos e tende a se mesclar com a educação presencial, superando certo conservadorismo que ainda persiste quando se trata de EaD no Brasil. É necessário que os profissionais da educação se atente para o aproveitamento pedagógico das novas ferramentas que a mídia eletrônica tem possibilitado. Observar o que se vem construindo de software livre, por exemplo, é seguir a tendência do compartilhamento e coletividade que está sendo fomentada nessa década. A chamada WEB 2.0 se conecta à ideia de aprendizado e produção compartilhada em rede. Muitas ferramentas são gratuitas e pensadas para leigos. Não é necessário ser especialista para alimentar um blog ou construir uma wiki e outras tantas possibilidades para utilizar o potencial pedagógico da internet.

É com esse olhar que se observa que os papéis de estudantes e professores tem-se modificado. O estudante passa a desenvolver um papel mais ativo, autônomo enquanto o professor passa da tradicional função de transmitir informações para o de articulador, mediador, gestor do conhecimento (sobre esse assunto há um vídeo interessante com o professor e economista Ladislau Dowbor). A Pedagogia, enquanto ciência da educação, não pode estar alheia à essa discussão. Deve ser central a necessidade de pensar as inovações tecnológicas como aliadas ao processo educativo e não oponente a ser derrotado. Isso vem sendo dito por muitos intelectuais da educação, mas não a ponto de ocasionarem transformações nos currículos dos cursos de Pedagogia (e também das Licenciaturas). Muitos cursos ainda estão alheios a esse debate e, principamente, à construção de diciplinas que incluam pensar soluções criativas e pedagógicas no que se refere às novas tecnologias. Não adianta assumir que os tempos mudaram e não produzir ações que vem ao encontro dessa nova realidade. Em qual ponto do debate iremos parar de discutir o que as grandes coporações estão fazendo para manter sua hegemonia na internet e começar a pensar o que nós faremos para democratizar o espaço da internet? Me traz particular satisfação quando observo iniciativas de professores, grupos de pessoas (que às vezes nem educadores são) produzindo conteúdo e alimentando o ciberespaço com conteúdos educacionais. Há inúmeras páginas, blogs, softwares e tantas iniciativas que podem ser utilizadas como ferramentas e também como incentivo.
Pretendo compartilhar aqui, sempre que eu tiver conhecimento, de páginas na web, softwares, filmes e histórias relacionadas ao uso das novas tecnologias na educação. Hoje fica a dica, para quem ainda não viu, da entrevista com Frederic Litto, presidente da ABED, além do vídeo do Professor Dowbor, que é bem bacana!
Abraços e até a próxima!