Dicas para iniciantes em Design Instrucional

Compartilho, hoje, um pouco do que aprendi até agora sobre Design Instrucional. Para quem está começando na área e sente-se um pouco perdido, aqui vão algumas dicas que podem ser úteis.

Se você conhece um pouco das atribuições de um Designer Instrucional (DI), sabe que sua função principal não é construir PowerPoint. Entretanto, conhecer ferramentas de autoria – como o PowerPoint e outros – e saber utilizá-las fazem parte da rotina de um DI. Por hora, vou chamar o resultado de um trabalho em um programa de autoria de objeto instrucional. Sugiro que, se você não tem intimidade com a área de Design Gráfico e programas de autoria, que comece a se interessar por ela. O planejamento sobre como transformar um conteúdo bruto em algo fácil de compreender deve incluir a disposição visual dos elementos. Portanto, um DI não se exime de conhecer, ao menos, alguns aspectos gráficos e visuais.

Vou listar alguns princípios básicos retirados do livro “Design para quem não é designer”, de Robin Williams. Essa, aliás, é uma boa sugestão de leitura para quem está iniciando como profissional de DI e não tem intimidade alguma com a área de design gráfico.

Os princípios básicos para um planejamento visual são:

Contraste
Você utilizará o contraste para dar destaque a um trecho ou termo importante no seu texto ou objeto instrucional. Fique atento apenas para não dar contraste a muitos elementos, porque o objetivo do destaque irá se perder e o texto ficará poluído.

Repetição
Alguns elementos devem se repetir ao longo do objeto instrucional. Eles irão integrar o material, fazendo com que tudo tenha harmonia e faça parte de um contexto. Por exemplo, criar títulos do mesmo tamanho e fonte, alocados em lugares específicos dará um direcionamento ao leitor.

Alinhamento
Os elementos de uma tela/slide devem estar alinhados, ou seja, os elementos devem estar conectados por uma linha invisível e não espalhados pela tela. Esse princípio é essencial para dar organicidade ao material e deixar a aparência mais limpa.

Proximidade
Esse princípio fala sobre o agrupamento de elementos que possuem alguma relação. É importante perceber que, sem observar esse princípio, você pode criar telas/slides que não façam sentido para o interlocutor. Evidenciar as informações para tornar o conteúdo claro para o público de seu objeto instrucional faz parte do trabalho do DI.

Elaborei alguns exemplos de telas/slides para dar clareza aos conceitos apresentados. O conteúdo textual foi retirado de um artigo sobre Design Instrucional, da autora Andrea Filatro, e pode ser lido na íntegra aqui.

slide 1clique na imagem para ver ampliada

Essa tela mostra um exemplo claro da falta de planejamento visual. É apenas texto centralizado com apoio de imagem. No próximo exemplo você observará uma tela após a contribuição de um DI.

slide 2clique na imagem para ver ampliada

Veja que as caixas de texto e imagem estão alinhadas e os assuntos agrupados para dar organização e destaque. O texto foi trabalhado para torná-lo mais dialogado. Esses princípios facilitam para que o interlocutor compreenda o conteúdo da mensagem. Alguns objetos, como a barra superior que destaca o título, é um elemento que será repetido para todas as demais telas que você produzir. Esse princípio dá unicidade ao objeto. Esse é um exemplo que pode facilmente ser criado por um DI. O próximo exemplo representa o trabalho de um DI trabalhando em conjunto com um Designer Gráfico (DG).

3_mclique na imagem para ver ampliada

Quando há a interação entre DI e DG as possibilidades de representação de um conteúdo são mais amplas. Elementos gráficos são explorados com mais propriedade e o trabalho pode ficar mais rico, como no exemplo apresentado. Nesse caso, o DG que trabalhou na criação dessa tela se inspirou na tela anterior para produzir uma linguagem visual coerente e agradável para o interlocutor.

Visite o blog e portfólio de Franco Andrade – o DG responsável pela criação da última tela – para conhecer outros trabalhos produzidos por alguém da área gráfica. As possibilidades de criação/produção de trabalhos em conjunto são vastas quando bem articuladas.

Espero que sirva de inspiração e auxilie outros que, como eu, encontram poucas referências para quem está começando!

Abraços

4 Comments

  1. Isso aí Grê! Adorei o post =)
    Ótimas dicas, ficou muito interessante!!
    Beijooo

  2. Everton Roberto

    Olá Grayce Lemos, boa noite!

    Primeiramente parabéns pelo blog, acabei achando ele pelo google através de seu artigo design instrucional para iniciantes e diante disso gostaria de compartilhar uma duvida com você:

    Estou fazendo a faculdade de pedagogia, estou no segundo período, vim da área de tecnologia, gosto muito e me identifico com a tecnologia, mas o meu propósito tanto profissional como de vida era de atuar na educação e aliar esse conhecimento que já tenho para quem sabe poder contribuir com a educação Brasileira. Então lendo bastante vi uma nomenclatura até então desconhecida para mim, o design instrucional e me identifiquei na hora com a profissão.

    Então peço a você dicas de como você iniciou nesta área, sei que os cursos de especialização é o caminho mais correto a se seguir, mas enquanto não tenho condições ($$) o que posso ir estudando para ir me aprimorando? Por exemplo, eu tenho conhecimentos em webdesign, mas não sei muita coisa de photoshop por exemplo, de flash nada também. Seriam conhecimentos essenciais para mim adquirir? Essa parte de design gráfico seria um diferencial para mim como futuro profissional?

    Agradeço a atenção!

    Sds,

  3. Oi Everton!

    Poxa, que bacana que meu post te deu uma “luz”! Pela formação que você descreveu, certamente tem perfil para trabalhar com Design Instrucional.
    Acredito que não há necessidade de aprender inúmeros programas, pode adequar o seu conhecimento em tecnologia e educação para formar um perfil de DI próprio. Não acho que seja essencial fazer um curso de DI, honestamente. Você pode começar a pesquisar sobre Educação a Distância, pois acredito ser o caminho mais fácil para começar a compreender as atribuições e função de um DI.
    Uma coisa importante a ser dita, Everton, é que basicamente cada empresa trabalha com um perfil de DI. Não é uma coisa estanque, engessada. Por isso mesmo existe a possibilidade de desenvolver habilidades suas. Não é necessário saber photoshop ou flash. Normalmente, em uma empresa, você trabalhará com profissionais da área gráfica que irão absorver demandas específicas.

    Fico feliz em poder ajudar e trocar ideias =]
    Sinta-se à vontade para entrar em contato via e-mail para continuarmos essa conversa!
    contato@graycelemos.com.br

    Sucesso e até breve!

  4. boas dicas.. erickdesigngrafico.blogspot.com

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